Feeds:
Posts
Comentários

Archive for julho \28\UTC 2012

“Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom”.

Imagem

Anúncios

Read Full Post »

Docinho

Uma coisa eu tenho que admitir, sou consumista e amor comprar. E confesso, amo uma marca de paixão, a Maria Filó. Oras, logo eu que estudo comunicação e entendo das teorias de publicidade que faz a gente criar nosvas necessidades… ai ai

Pois é, estudando o conceito de lovemarks, eu cheguei a conclusão que a Maria Filó pra mim é uma delas. Envolvente, encantadora e inspiradora… se eu tenho o sonho de um dia ter a minha marca, sonho que ela seja assim, que ela leve algo a mais que apenas comprar um produto.

Compartilho um texto  que saiu no “Ná Filó”, na coluna “Docinho do Dia”. E não é um docinho mesmo?

“Não era nem ontem, e nós éramos um rostinho inocente posando para um retrato escolar. Olhinhos apertados, espertos, ávidos por ver a vida crescer. Crescemos nós. Já no mundo adulto, aquela foto da escola perdeu-se em alguma caixa parda que guarda fotografias do tempo em que elas eram reveladas. Eram aguardadas no suspense de seu conteúdo. Havia prazer em esperar. Fala-se disso:

_ As fotos ficaram boas? _ Vem aqui em casa pra ver!. Diálogos dos século passado.
O mundo adulto, hoje, é cheio de pressa. Nem bem viveu-se algo, e esse algo já foi postado em alguma rede. Desfruta de uns segundos de visibilidade, para depois perder-se, em memórias cibernéticas. Será que as crianças de hoje ainda tiram fotos do tipo grupinho escolar? Todas as carinhas reunidas, professora do lado, e um fotógrafo gorducho mandando fazer xis.
Não há muito tempo para esperas e aguardos. Hoje, é tudo para hoje. Será que no meio de tanta aceleração, dá tempo de se perguntar onde estarão aqueles meninos e meninas do nosso retrato escolar? Caminhos que nos engolem enquanto tentamos acrescentar alguns minutos à mais nas nossas horas corridas, e lá se foram os nossos primeiros melhores amigos.
A que se presta esta nostalgia? Serventia prática, nenhuma! Pensamentos miúdos não se prestam. Eles prezam. Prezam alguma coisa de valor que vai se perdendo pra não se perder tempo, e que podia ‘não’.

Podia-se não perder contato com as pessoas queridas.
Podia-se responder os e-mails com muito mais palavras.
Podia-se telefonar ao invés de encurtar tudo por sms.
Podia-se ganhar da preguiça e chamar amigos pra um jantarzinho.
Podia-se ultrapassar o tédio e organizar uma viagem.
Podia-se fazer mais visitas, pra se ver ao vivo e à cores.
Podia-se escrever uma carta, pra lembrar da própria caligrafia.
Podia-se largar mão de artificialidades e conversar com mais vontade.
Podia-se deixar pra lá a vaidade, e expor os sentimentos com mais verdade.
Podia-se deixar o orgulho de lado e procurar reacender os afetos congelados.
Podia-se dar um tempo aos formalismos das relações, e sair por aí, abraçando os outros,
beijando os outros, olhando nos olhos dos outros…
Podia-se redescobrir aquele amigo, daquele tempo, e surpreender…

Em meio à tantas metas e prazos, a gente sabe que é na companhia do outro, na intenção e na atenção dedicados à amizade e ao encontro que a vida faz sentido. Sem perder tempo com as miudezas que importam, perdemo-nos todos. Perdidos e acelerados, periga que um dia,  a gente não se ache mais”.

*

‘Ultimamente têm passado muitos anos.’

Rubem Braga

 

Read Full Post »