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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Leve

Era tudo ser leve…
Mas eu não sabia ser família
E ele era uma família
A leveza ficou pelo caminho…

Contando as horas, os dias, para tudo ficar em seu lugar.

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2015

Eu reli essas páginas esses dias. Eu reli e lembrei de histórias, de bobeiras, abraços, de músicas… Eu meditei sobre o hiato que aqui encontrei. Nunca foi o lugar mais alegre do mundo, mas tem coisas aqui tão bonitas que eu regaria para ver florescer mais e mais. Tem eu tão sempre em dúvida, tão questionadora, tão perdida… Tentando se encontrar desde daquele ano de 2006 em que a vida me mostrou que era a morte. Foi ali que eu aprendi a fugir da dor. Foi ali que eu desejei cores para cobrir o cinza, sorrisos para esquecer o olhar sem vida… E ano após ano… Eu fugindo. Eu tentando. Eu fugindo.

E o ano de 2014 começou confuso, estranho, sem sabor, cheio de medo novamente. Eu não lembro exatamente o dia da virada. Eu sei que ela existiu. E o meu amor por Notting Hill foi tomando conta de tudo… Dos medos, das pessoas que passavam, do trabalho que explorava, da minha gastrite que nunca esteve tão feliz. A vida respirava flores e me agradecia por aquele passo. As noites me ajudavam segurando meu sono quando eu criava nas madrugadas meu Relicário. O mundo sorria pra mim e dizia: será inesquecível. E foi. Um mês em Notting Hill lavou minha alma. E elevou esse ano que era tão Copa do mundo, tão igual aos outros.

O medo tinha ficado no Rio, naquele bar, naquelas músicas que não queria escutar. Mas um mês foi tão pouco. E quando euvoltei, o que me esperava de braços abertos?! O amor dizendo para eu dar uma chance, o amor dizendo olá! E eu ?! Sentia vontade de voltar. E agora estou me perguntando quando foi que me deixei levar?! E pq Meu Deus?!

Eu que nunca soube amar ninguém… Me vi assim tão perdida. Era demais pra mim… Era tanto passado naquele abraço que faltava o ar. Eram tantas palavras naquele blog que minha cabeça girava. Era tanto significado naquele corpo que encostar doia! Eu lembrava “eis que não fará grande carreira no mundo, as emoções o dominam!”. A cena ecoava em mim. Eu me via no fundo, cheia de medo… Cheia de gente… Cheia de amor dos outros, história dos outros… E cheia de famílias a minha volta. Eu tentava olhar fora e via mães com bebês… Eu via famílias felizes, eu me via ali no meio… Tão fora do contexto, tão não mãe, tão boba…
Eu queria fugir, eu desejei Notting Hill, eu desejei que lá não tivesse o dia 25, nem mamutes, nem bebês, nem famílias, nem fotos, nem blogs. Na minha loucura eu desejei ter a minha família, ter a minha experiência, ter o meu lar.

2015 começou confuso pq a vida nessa casa aqui nunca foi fácil. Uma mãe que nunca te apoiou, um lugar que nunca foi perto, uma falta de paz. E agora?! Eu me pergunto a todo instante. “O que será do nosso amor?!”. A música não sai da minha cabeça, o sorriso dele também não.
E o mamute ali no meio pra me lembrar que ninguém disse que seria fácil… Eu só desejava que fosse leve…

O mantra na vitrola, o choro caindo na cama… A oração em silêncio… É Deus, me embala aqui esta noite que parece não querer terminar!
2015 tá só começando…

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“Roubaram a nossa língua pelo ensino,
As nossas canções pela música vazia,
Nosso corpo pela pornografia de massa,
Nossos amigos pelo trabalho
Nossa cidade pela polícia…
E a gente permitiu.”
Armazém Companhia de Teatro

O abismo que existia
O medo que invadia
Por tendência eu perdi meus cachos
Por vergonha eu perdi meu amor
E estou até hoje tentando me achar.

Hoje eu chorei pelo medo que eu sinto, pela inércia que o medo me causa… E pela solidão que tá aqui dentro…

“No final a gente sempre acaba falando do meu coração”. Samantha

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Eu amo você menina
Eu amo você…

Tim Maia alto no meu iPhone e muitos sorrisos no caminho Irajá – Humaitá.
Vida, me permita sorrir todos os dias! Vamos combinar assim?

#fé

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O elo

Estava tudo lindo até descobrirmos que não tínhamos o N como elo…

(N – Nando Reis)

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O choro, por mais que durasse por horas, não esgotava a dor.

….

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Imaginar…

“Imaginem um mundo de coisas limpas e bonitas, onde a gente não seja obrigado a fugir, fingir ou mentir, onde a gente não tenha medo nem se sinta confuso (não haverá a palavra nem a coisa confusão, porque tudo será nítido e claro), onde as pessoas não se machuquem umas às outras, onde o que a gente é apareça nos olhos, na expressão do rosto, em todos os movimentos — acrescentem a esse mundo os detalhes que vocês quiserem (eu me satisfaço com um rio, macieiras carregadas, alguns plátanos e uma colina — ou coxilha, como se diz aqui no Sul — no horizonte), depois convidem pessoas azuis para se darem as mãos e fazerem uma grande concentração para concretizar esse mundo — e, então, quando ele estiver pronto, novo e reluzente como se tivesse sido envernizado, então nós nos encontraremos lá e eu não precisarei explicar nada, nem contar nenhuma estória escura, porque estórias claras estarão acontecendo à nossa volta e nós estaremos sendo aquilo que somos, sem nenhuma dureza, e o que fomos ficou dependurado em algum armário embutido, junto com sapatos (quem precisará deles para pisar na grama limpa dessa terra?), roupas e enfeites (quem precisará de panos, contas ou cores na terra onde o ar será colorido e enfeitará nossos corpos?)— lá, eu digo, nós nos encontraremos entre centauros, sereias, unicórnios e duendes, e sem dizer nada, com um olhar verde (uma das minhas grandes frustrações sempre foi não ter olho verde — mas lá eu terei) eu direi o quanto gosto de vocês, e voaremos de tanta boniteza — combinado?”

 

Hoje eu queria fugir para este mundo e acreditar que nada disso está acontecendo.

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